tratamento para obesidade

Tratamento para obesidade antes da gravidez: saiba mais sobre o assunto

A gravidez é um momento de grandes alterações no corpo e no metabolismo da mulher. Todos os sistemas orgânicos são convertidos para funcionar em prol de uma gestação saudável e tranquila. Nesse período, as reservas nutricionais da mãe são direcionadas para o crescimento do bebê e o corpo da gestante se transforma totalmente. Sabe-se que a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares, articulares e endócrinas, por exemplo. Portanto, essa condição afeta diretamente a saúde de qualquer pessoa. Neste sentido, podemos prever que obesidade e gravidez em conjunto é sinônimo de perigo e faz-se necessário discutir o tratamento para obesidade antes da gravidez. 

Para entendermos melhor essa questão, vamos analisar as mudanças fisiológicas (normais) que ocorrem em toda gestante, bem como as alterações patológicas (ruins), decorrentes da obesidade nesse grupo específico. Após isso, conseguiremos compreender a importância de estar dentro do peso adequado antes de engravidar, e como prevenir o ganho de peso antes da maternidade. 

Alterações fisiológicas prejudiciais com a obesidade e a gravidez

Primeiramente, é válido ressaltar que em mulheres obesas os ciclos menstruais costumam ser irregulares ou anovulatórios. Portanto, a obesidade afeta diretamente a capacidade da mulher em conseguir engravidar. 

Em situações extras à gravidez, a obesidade pode causar diversas patologias, tais como lombalgia ou doença do refluxo gastroesofágico. Como dito, comumente, a gestação altera a maioria dos sistemas da mulher, a fim de adaptar o organismo ao bebê. Sendo assim, o sobrepeso pode acentuar algumas alterações normais da gravidez, acarretando estados mais prejudiciais do que em uma gestante com peso habitual poderia ter. 

Por exemplo, o peso do útero desloca o centro gravitacional do corpo, dessa forma, naturalmente, a mulher assume a postura de hiperlordose lombar (curvatura acentuada da coluna próxima ao bumbum). Por si só, isso pode gerar dor, mas, em associação com a obesidade, a movimentação da coluna é ainda maior, gerando dores lombares intensas e sintomas de radiculopatia (câimbra e sensação de choques nas pernas). 

Naturalmente, a gestação aumenta a glicemia (índice de açúcares no sangue), a fim de aportar as necessidades energéticas do feto. Com isso, a mãe fica propensa a ter diabetes. Gestantes obesas correm maior risco de se tornarem diabéticas na gravidez. Isso pode acarretar bebês muito grandes para a idade gestacional, dificultando a passagem pelo canal de parto. Além disso, ocorre a hipoglicemia pós-natal (falta de açúcar no sangue, após o nascimento do bebê), uma das principais causas de morte em bebês. Por fim, também pode causar síndrome hipertensiva (aumento da pressão arterial) na mãe.

Saúde da mãe e do filho 

A gestação é um dos momentos mais importantes na vida da mulher. A capacidade de gerar alguém é uma experiência única e enriquecedora! A fim de que tudo ocorra da melhor maneira possível, sugere-se que a mulher se programe antes de engravidar. Ela deve buscar o auxílio de médico e nutricionista para avaliação nutricional e corrigir as carências vitamínicas, caso sejam presentes. 

O ideal é engravidar quando a mulher estiver dentro da faixa normal de IMC. Enquanto gestante, aumentar o peso também conforme IMC, e retornar ao valor pré-gestacional dentro de 1 ano. Para maiores informações e conduta individualizada, busque ajuda do um médico de confiança e boa sorte nesta nova jornada!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como médica  em Marcelino Ramos!

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Posted by Caroline